
Se o café começou pelo norte da África (Arábia... Pérsia...), foi pelo Sul que começou a caça aos negros para trabalharem nas lavouras do Brasil.
O tráfico negreiro era um dos negócios mais lucrativos da economia brasileira e movimentava muito dinheiro. Com sua proibição, o capital antes aplicado na compra de escravos foi deslocado para outras atividades. Ocorreu assim um incremento das indústrias, das ferrovias, dos telégrafos e da navegação. Junto com o café, o fim do tráfico proporcionou o início da modernização brasileira.
Com a proibição do tráfico internacional de escravos, os cafeicultores tiveram de recorrer ao tráfico interno ou interprovincial. As lavouras decadentes da cana-de-açúcar no Nordeste ampliaram a venda de escravos para as lavouras do Centro-Sul, que se transformaram na principal região escravista do país.
Imigrantes para o cultivo dos cafezais
Os cafeicultores recorreram, então, ao tráfico interprovincial e desenvolveram uma política de atração de imigrantes europeus para suas lavouras. Porém, o trabalho destes últimos só ganhou peso na década de 1880, quando os cafeicultores já não conseguiam segurar os escravos nas fazendas, devido à força da campanha abolicionista.
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